A Psicologia das Cores – Eva Heller – Branco

Citações do capítulo Branco: A cor feminia da inocência, do livro A psicologia das Cores, como as cores afetam a emoção e a razão, da Eva Heller.

Este livro conta fatos históricos, curiosidades e informações sobre as cores, e os capítulos são divididos por cores. Atente-se que colocarei somente alguns trechos, caso se interesse, leia o livro completo. Vale muito a pena!

Branco: A cor feminina da inocência.

  • Existem 67 tons de branco
  • Na simbologia, o branco é a mais perfeita entre todas as cores. Não existe nenhuma “concepção de branco” com significado negativo. Porém a perfeição também cria distanciamento: apenas 2% dos entrevistados citaram o branco como cor predileta. E quase a mesma proporção – 2% dos homens, 1% das mulheres – citaram o branco como cor menos apreciada.
  • O branco é o início. Quando Deus criou o mundo, seu primeiro comando foi: “Faça-se luz!”
  • Fazendo-se associações com a luz, assim tem início a simbologia do branco
  • O Cristo ressuscitado aparece pintado em vestes brancas. Todos os ressuscitados aparecem vestindo branco diante de Deus: o “domingo branco” é o domingo após a Páscoa, para as crianças católicas é o domingo da primeira comunhão. A hóstia, que simboliza o Cristo vivo, é branca. As crianças são batizadas com roupas batismais brancas – é o início da vida cristã.
  • Branco-azul-dourado são as cores da verdade, da honestidade, do bem. O branco ao lado do dourado e do azul: um acorde mais ideal não se pode imaginar. O branco puro toma do ouro o material esplendor; o versátil azul se torna, ao lado do branco, a cor das virtudes espirituais.
  • Branco é a cor dos deuses. Os animais brancos, quando não são deuses eles mesmos, têm alguma ligação com o divino. A cor dos deuses se tornou a cor dos sacerdotes. O branco é, desde a Antiguidade, a cor predominante das vestimentas sacerdotais.
  • Branco é o nome de cor mais comum internacionalmente, mas apenas e exclusivamente como nome feminino
  • O branco é feminino, é nobre, mas é fraco. Suas cores simbólicas contrárias são o preto e o vermelho, as cores do poder e da força. Sua cor contrária psicológica é sobretudo o marrom.
  • Texto Os alimentos brancos, em princípio, podem ter sabores muito variados. O açúcar é branco – mas também são brancos o sal e a farinha. Por isso, a cor branca é ideal para confundir as pessoas em testes sobre uma imagem de uma colher pegando um pó brancoNão existe nenhum acorde cromático em que o marrom figure ao lado do branco, pois nada pode ser ao mesmo tempo puro e sujo, nem leve e pesado.
  • A limpeza é externa, a pureza vai mais a fundo; ambas estão associadas ao branco, não existem alternativas.
  • Embora o branco – paredes brancas ou empapeladas na cor branca – seja a cor preferida para interiores, em quartos de hotel ela desagrada. Um aposento branco é acolhedor graças aos toques coloridos de nossos pequenos objetos pessoais.
  • O branco é imaculado, isento dos negros pecados; branco é a cor da inocência. Para expulsar bruxas e demônios, os supersticiosos fazem oferenda dos “três presentes brancos”, em geral farinha, leite e ovos.
  • O branco como cor destituída de cor – é nesse sentido que o branco é a cor do luto. O branco do luto nunca é um branco radiante, nunca em tecidos brilhantes. Quem está de luto e veste branco, veste roupas opacas. Assim como o uso de roupas pretas, o luto branco também imprime a renúncia ao cultivo da imagem por parte de quem o usa.
  • Preto e branco são as cores preferidas dos designers técnicos, pois na qualidade de “não cores” elas não desviam a atenção da função dos aparelhos. Para os técnicos as cores são mera decoração, pois a técnica funciona também sem cores.
  • O branco não é uma cor da moda – é uma cor moderna.
  • O que está vazio é leve. À leveza está associada a clareza. O branco, a mais clara das cores, é ao mesmo tempo a mais leve. Na vestimenta, essa ligação é conhecida também. As roupas de verão são claras, as de inverno, escuras. As roupas claras refletem muita luz, por isso são frescas.
  • Os alimentos brancos, em princípio, podem ter sabores muito variados. O açúcar é branco – mas também são brancos o sal e a farinha. Por isso, a cor branca é ideal para confundir as pessoas em testes
  • O trabalho nas fábricas de branco de chumbo levavam a paralisias e mortes. Não havia mais homens dispostos a trabalhar nessas fábricas, por isso, passaram a contratar mulheres.
  • Operários vestiam camisas azuis ou cinzentas. Numa camisa branca podia-se reconhecer os de status mais e
    levado, aqueles que não precisavam se sujar para fazer seu trabalho.
  • Em latim, um branco radiante é chamado de “candidus”. Os concorrentes a cargos públicos são chamados, hoje em dia, de “candidatos”.
  • O vestido de casamento branco, com véu e grinalda, nada tem de tradicional. A moda da vestimenta branca para as noivas só surgiu no século XIX.
  • A primeira mulher a se casar conforme a moda de hoje foi a mais famosa noiva do século XIX: a rainha Vitória da Inglaterra, que em 1840 contraiu matrimônio com o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gotha. A rainha vestia um vestido branco, naturalmente de cetim inglês, e sobre ele – a sensação – um véu de noiva!”“O uso do véu pela rainha Vitória foi interpretado na ocasião como uma referência ao véu das freiras – como uma noiva de Cristo, assim ela se dirigiu ao altar. A rainha, entretanto, com seu desejo de portar um véu, tinha outras ideias em mente: ela queria incentivar a indústria da fiação em seu país, que lutava contra a concorrência francesa
  • As máquinas de costura existem desde 1830. A partir de então, muitas mulheres podiam, com um vestido de noiva branco, realizar seu sonho de ser princesa, pelo menos por um dia.

 

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