Segundo livro de 2019! \o/

Com o propósito de ler mais autoras mulheres e fugir dos “best sellers” resolvi começar por Alice Walker.

Foto de Alice Walker

Alice Walker é uma escritora estadunidense ativista feminista que nasceu na Georgia em 1944. Seus temas mais recorrentes são sexismo, racismo, estupro, violência e relações humanas.

A Cor Púrpura, escrito em 1982 é seu romance mais famoso, ganhou o
Pulitzer, um prêmio norte-americano entregue a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical e virou filme em 1985 (por Steven Spielberg). Já está na minha lista!

Sinopse

Capa do Livro A Cor Púrpura

A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

Resenha

Sabe aquele livro que faz você se emocionar, ficar bravo, feliz ou triste em cada página porque os personagens e os acontecimentos são muito reais? Então, a Cor Púrpura é assim.

É impressionante como este livro escrito em forma de cartas, escrita por Celie, semianalfabeta, que a princípio escreve as cartas para Deus e depois para sua irmã Nettie, utilizando uma linguagem bem simples e com erros de ortografia, consegue tocar em assuntos super polêmicos de forma tão profunda.

Mostra o preconceito, a discriminação por cor, sexo, classe social, aparência e estudo, mas também mostra todo o tipo de amor, entre pais e filhos, entre irmãs, entre homens e mulheres, entre mulheres e mulheres, entre amigos e amigas e principalmente amor próprio.

Comovente, triste e real.

Tags:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *